Geofísicos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da Universidade de Utah alcançaram um marco sem precedentes no estudo da dinâmica da Terra ao produzirem o mapa tridimensional mais detalhado já obtido do profundo reservatório magmático sob a caldeira do supervulcão de Yellowstone. A pesquisa utilizou técnicas refinadas de tomografia de ruído sísmico ambiental.

Ao capturar as microvibrações sísmicas contínuas produzidas pelas ondas oceânicas e variações barométricas que cruzam a crosta, centenas de sensores registraram as oscilações na velocidade das ondas subterrâneas. Áreas onde as ondas se propagam mais lentamente revelam a presença de rochas quentes, fluidos e magma.

Tomografia de ruído ambiental decifra a crosta subterrânea

O imageamento em alta definição demonstrou que a câmara da crosta inferior, situada entre 20 e 45 quilômetros de profundidade, é formada por uma estrutura rígida denominada 'lama cristalina'. O magma basáltico em estado líquido corresponde a somente 16% a 20% do volume total, com os 80% restantes consistindo em cristais minerais solidificados.

Essa medição direta põe fim a décadas de hipóteses alarmistas sobre o perigo de erupção no parque norte-americano. Em geofísica, uma câmara precisa ter entre 35% e 50% de sua massa no estado líquido para que o magma adquira mobilidade mecânica capaz de fraturar a crosta e subir à superfície.

“Our high-resolution imaging demonstrates that the Yellowstone reservoir contains far more solid crystal matrix than eruptible liquid melt, providing crucial baseline insights for long-term volcanic hazard assessment.” — Michael Poland, Cientista-chefe do Observatório Vulcanológico de Yellowstone

Por que a baixa fração de fundido impede uma supererupção

O levantamento também esclareceu a ligação entre o reservatório basáltico profundo e o reservatório riolítico mais raso, localizado de 5 a 10 quilômetros sob os gêiseres. O calor proveniente das profundezas é transferido para a superfície alimentando monumentos térmicos como o Old Faithful, sem mobilizar volumes eruptivos perigosos.

O Observatório Vulcanológico de Yellowstone ressaltou que, embora tremores locais e explosões hidrotermais façam parte da rotina geológica da região, uma supererupção vulcânica permanece uma possibilidade remota em termos geológicos. A base de dados servirá como padrão de alerta contra eventuais novas intrusões do manto.

Frequently Asked Questions

Qual fração do magma sob Yellowstone é verdadeiramente líquida?

A tomografia sísmica comprovou que apenas 16% a 20% da câmara é líquida, estando mais de 80% na forma de cristais sólidos.

Existe perigo de erupção do supervulcão em curto prazo?

Não. Uma erupção requer que a fração líquida ultrapasse 35%, o que confirma que o sistema de Yellowstone está em repouso estável.

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