O Conselho de Ministros da Itália, sob o comando da primeira-ministra Giorgia Meloni, aprovou formalmente o Plano Estrutural de Orçamento de Médio Prazo (PSB). O plano plurianual, enviado ao parlamento italiano antes de sua submissão à Comissão Europeia, define parâmetros orçamentários rigorosos destinados a recompor as contas públicas e enquadrar o país nas normas fiscais da União Europeia.

Em conformidade com o novo arcabouço fiscal europeu, Roma se comprometeu a restringir o crescimento das despesas primárias líquidas a uma média aproximada de 1,5% ao ano durante um horizonte de ajuste de sete anos. O controle dos gastos públicos deverá encolher o déficit de 3,8% do PIB em 2024 para 3,3% em 2025.

Rigor nas contas públicas traça rota para livrar país de sanções europeias

Para o ano de 2026, o governo Meloni projeta uma retração adicional do déficit fiscal para 2,8% do PIB, cruzando para baixo o teto regulatório de 3,0% estabelecido pelo Tratado de Maastricht. A conquista permitirá a descontinuação formal do Procedimento de Déficit Excessivo (PDE) instaurado por Bruxelas.

O ministro da Economia e Finanças Giancarlo Giorgetti garantiu que o ajuste fiscal não prejudicará os investimentos em infraestrutura e inovação vinculados aos fundos europeus de recuperação. As metas serão atingidas por meio de revisões de gastos correntes e combate à evasão fiscal.

“Nossa estratégia orçamentária estrutural comprova que responsabilidade fiscal e crescimento econômico se reforçam mutuamente, pavimentando um caminho consistente para retirar a Itália das sanções de déficit da UE.” — Giancarlo Giorgetti, Ministro da Economia e Finanças da Itália

Gestão de despesas preserva aportes estratégicos em meio à dívida soberana

Embora a trajetória do déficit apresente melhora, a dívida pública em torno de 137% do PIB segue como um dos principais desafios econômicos do país. A equipe econômica prevê a estabilização desse indicador antes de uma redução sustentada a partir do fim da década.

O documento será debatido pelo Parlamento italiano no início de outubro. Os mercados financeiros reagiram com estabilidade no spread dos títulos públicos, refletindo a credibilidade internacional na gestão econômica de Roma.

Frequently Asked Questions

Quais são as metas de redução de déficit da Itália para 2025 e 2026?

O plano prevê déficit de 3,3% do PIB em 2025 e 2,8% em 2026, cumprindo o limite máximo de 3% exigido pela União Europeia.

Qual é a taxa máxima permitida para o aumento das despesas do governo italiano?

O crescimento anual do gasto primário líquido está limitado a uma média de aproximadamente 1,5% ao ano.

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