A gigante holandesa de equipamentos para semicondutores ASML Holding NV confirmou oficialmente o envio de seu segundo sistema de litografia ultravioleta extrema de alta abertura numérica (High-NA EUV), modelo EXE:5000, para um fabricante líder mundial. A entrega da máquina, avaliada em cerca de 350 milhões de euros, consolida as bases físicas para a fabricação em massa de chips em nós abaixo de 2 nanômetros para cargas de inteligência artificial.
A arquitetura do EXE:5000 conta com um inovador sistema óptico anamórfico desenvolvido em parceria com a fabricante alemã Carl Zeiss. Ao elevar a abertura numérica de 0,33 para 0,55, a máquina atinge resolução geométrica de até 8 nanômetros, permitindo gravar transistores densos em uma única exposição de luz sem recorrer a processos lentos de multi-padronização.
Rompendo a barreira dos 2 nanômetros com óptica de 0,55 NA
Gigantes da indústria de semicondutores como Intel, TSMC e Samsung competem ativamente para integrar scanners High-NA em suas linhas piloto. O domínio dessa ferramenta é considerado crucial para alimentar servidores de IA generativa com processadores mais rápidos e energeticamente eficientes.
Transportar um equipamento desse porte representa uma façanha logística: são necessárias mais de 250 caixas protetoras especiais, módulos climatizados e quatro aeronaves cargueiras Boeing 747 partindo do campus de Veldhoven, na Holanda.
“O High-NA EUV é a pedra fundamental que assegura a continuidade da Lei de Moore pela próxima década, fornecendo o escalonamento geométrico para arquiteturas revolucionárias de IA.”
Monopólio estratégico da ASML e a corrida global de chips para IA
Detentora do monopólio mundial no fornecimento comercial de litografia EUV avançada, a ASML ocupa posição central na disputa tecnológica entre grandes potências globais, em um contexto no qual restrições comerciais proíbem o fornecimento de tais máquinas a indústrias chinesas.
Com a montagem e os testes ópticos demandando cerca de seis meses, o fabricante receptor utilizará o EXE:5000 para validação de processos em 2025, mirando o início da fabricação comercial em larga escala no final de 2026.




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