O Senado dos Estados Unidos aprovou com ampla folga na noite desta quarta-feira um projeto de financiamento provisório por 78 votos a 18, eliminando o risco imediato de uma paralisação das atividades federais antes do término do ano fiscal em primeiro de outubro. A aprovação no Senado ocorreu horas após o texto passar pela Câmara dos Representantes, demonstrando uma colaboração entre democratas e republicanos.

A resolução de continuidade mantém o custeio dos ministérios e autarquias federais nos níveis atuais até 20 de dezembro de 2024. O pacto evita licenças não remuneradas compulsórias para centenas de milhares de funcionários públicos civis, resguarda os vencimentos das forças armadas e garante o expediente em tribunais e parques nacionais.

Consenso bipartidário garante estabilidade administrativa

O líder da bancada da maioria no Senado, Chuck Schumer, parabenizou os parlamentares pela responsabilidade institucional de priorizar o atendimento à população americana. A tramitação célere foi destravada quando o presidente da Câmara, Mike Johnson, removeu exigências adicionais ligadas a regras eleitorais, apostando em um projeto sem pautas controversas.

Além da prorrogação dos gastos regulares, a matéria aprovada concede um aporte de emergência de 231 milhões de dólares para o Serviço Secreto dos Estados Unidos. O orçamento suplementar atende a pedidos urgentes para reforçar as equipes táticas e protocolos de proteção após dois atentados frustrados contra Donald Trump.

“By passing this bipartisan measure, Congress has kept the government open, fulfilled our fundamental responsibility to the American people, and rejected the reckless chaos of a government shutdown.”

Recursos para segurança presidencial e próximos passos

Críticos fiscais da ala conservadora manifestaram descontentamento, alegando que orçamentos temporários perpetuam o endividamento sem conter a expansão da máquina pública. Contudo, prevaleceu a avaliação pragmática de que fechar repartições federais às vésperas de uma disputa eleitoral decisiva traria custos políticos insustentáveis.

Com a homologação nas duas casas legislativas, o texto seguiu para a Casa Branca, onde o presidente Joe Biden assinará o decreto antes da meia-noite do prazo fatal. Os congressistas agora entrarão em recesso eleitoral e retornarão a Washington no fim do ano para negociar o orçamento permanente.

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