A Agência Mundial Antidopagem (WADA) ingressou formalmente com um recurso perante a Corte Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, Suíça, contestando a decisão que livrou de punições o número 1 do tênis mundial, o italiano Jannik Sinner, após dois testes positivos para esteroides anabolizantes.

Em comunicado divulgado na terça-feira, o órgão com sede em Montreal informou que reivindica um período de suspensão de um a dois anos para o atual campeão do Australian Open e do US Open, sustentando que a constatação de 'ausência de culpa ou negligência' contraria o código antidopagem.

Contaminação acidental e a absolvição em primeira instância

Sinner testou positivo para traços microscópicos de clostebol durante a disputa do Masters 1000 de Indian Wells em março de 2024. Apenas no final de agosto a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) revelou o caso, após um tribunal independente considerar comprovada a versão do atleta.

Segundo os laudos acolhidos, o fisioterapeuta de Sinner, Giacomo Naldi, utilizou um spray cicatrizante comercializado na Itália (Trofodermin) em seu próprio dedo machucado e transmitiu a substância ao corpo de Sinner ao realizar sessões de massagem sem luvas de proteção.

“A WADA considera que a conclusão de 'sem culpa ou negligência' não foi correta de acordo com as regras vigentes. A WADA busca um período de inelegibilidade de um a dois anos.”

A contestação jurídica da WADA e o julgamento na Suíça

O desfecho do processo inicial provocou polêmica ruidosa no circuito mundial da ATP, com diversos atletas criticando a assimetria e o sigilo desfrutados pela estrela italiana em comparação às punições imediatas aplicadas a tenistas de menor expressão.

Diretamente de Pequim, onde disputa o torneio local, Sinner expressou profunda decepção com o recurso da agência reguladora, reiterando que agiu com total transparência perante os investigadores e confiando que os árbitros do CAS manterão sua inocência.

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