O Departamento de Segurança Energética e Emissões Líquidas Zero do Reino Unido deu início a uma abrangente consulta pública sobre reformas no planejamento urbano e na infraestrutura elétrica. A iniciativa delineia a rota para alcançar uma matriz de energia elétrica 100% descarbonizada até 2030, cumprindo a promessa do governo trabalhista de transformar a Grã-Bretanha numa superpotência verde.

As medidas propostas pretendem simplificar as regras de zoneamento para acelerar a aprovação de projetos de infraestrutura energética de interesse estratégico nacional. O plano governamental mira duplicar a capacidade eólica em terra para 30 gigawatts, triplicar a geração solar para 50 gigawatts e quadruplicar os parques eólicos no mar para 60 gigawatts nos próximos seis anos.

Destravamento de licenças ambientais e fim das filas na rede

Um dos pontos críticos atacados na consulta diz respeito às demoradas filas de conexão à rede de transmissão. Atualmente, empreendimentos viáveis chegam a esperar mais de dez anos devido ao acúmulo de solicitações especulativas. O governo quer adotar a regra de 'primeiro pronto, primeiro conectado' para expurgar pedidos inativos.

O documento também propõe pacotes de compensação comunitária para viabilizar a implantação de novas linhas de transmissão e subestações. As populações que receberem novas linhas aéreas terão descontos diretos em suas tarifas de energia e apoio a projetos sociais e ecológicos locais.

“Clean power by 2030 is the greatest economic opportunity of our time. We are sweeping away planning barriers to unlock private investment and secure energy sovereignty.”

Soberania energética e incentivos para comunidades locais

Entidades como a RenewableUK celebraram o anúncio, assegurando que investidores privados estão prontos para aportar dezenas de bilhões de libras na cadeia produtiva verde se o ambiente regulatório for desburocratizado. Por outro lado, parlamentares de oposição expressaram preocupação com o impacto visual no campo.

O período de consulta pública durará oito semanas e subsidiará a nova legislação a ser enviada ao Parlamento britânico no início de 2025. Para o governo, a rápida transição energética é indispensável para proteger os consumidores das flutuações extremas do mercado global de combustíveis fósseis.

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