O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, discursou nesta segunda-feira na 79ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, apresentando uma firme defesa do sistema multilateral diante de crescentes conflitos globais e crises ambientais.

Diante de líderes de todo o planeta, Sánchez advertiu que a janela temporal para conter o aquecimento global está se fechando rapidamente. Ele relatou a situação crítica vivenciada na bacia mediterrânea e na Península Ibérica, assoladas por ondas extremas de calor e secas severas que castigam a produção agrícola.

Emergência ecológica e vulnerabilidade no Mediterrâneo

O premiê espanhol exigiu uma reforma profunda nas instituições financeiras multilaterais com o objetivo de canalizar recursos expressivos para a adaptação climática no Sul Global. Sánchez garantiu que a Espanha ampliará seus aportes para assegurar uma transição energética inclusiva.

No tocante aos avanços tecnológicos, Sánchez propôs a criação de uma carta global de direitos digitais e regulação de inteligência artificial com caráter obrigatório. Alertou que a concentração do mercado de big techs e algoritmos opacos vulnerabilizam as democracias e ameaçam o bem-estar infantil.

“O multilateralismo não é uma teoria abstrata; é nossa única defesa pragmática contra a catástrofe ambiental e o avanço descontrolado das tecnologias.”

Regulação democrática para a inteligência artificial

A missão diplomática espanhola em Nova York também enfatizou o conflito no Oriente Médio. Amparado pelo reconhecimento formal do Estado da Palestina promovido pela Espanha, Sánchez copresidiu um fórum de chanceleres pedindo cessar-fogo em Gaza e a efetivação da solução de dois Estados.

Autoridades internacionais da União Europeia e da América Latina elogiaram o protagonismo diplomático de Madri. Ao concluir sua manifestação, Sánchez reiterou o compromisso permanente do país com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o direito internacional.

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