Em uma manifestação firme em Washington, o diretor interino do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Ronald Rowe, apresentou as conclusões da apuração interna sobre a tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump em Butler, na Pensilvânia.
O resumo divulgado aponta uma sequência de equívocos grosseiros que permitiram ao jovem Thomas Matthew Crooks subir no telhado de um galpão a 120 metros do palco e efetuar disparos.
Graves deficiências operacionais e falha nas comunicações
A principal falha residiu na ausência de comunicação direta: o Serviço Secreto operou em canal de rádio isolado da polícia local, forçando a troca de avisos urgentes por mensagens SMS.
Rowe admitiu que a informação sobre um homem armado no telhado nunca chegou a ser transmitida pela frequência de rádio da escolta de Trump antes dos tiros.
“O dia 13 de julho foi um fracasso da nossa missão. A complacência de alguns agentes resultou na quebra dos protocolos de segurança.”
Processos disciplinares e reformulação da doutrina de segurança
O diretor confirmou que agentes que cometeram negligências responderão a processos disciplinares internos, lembrando que a ex-diretora Kimberly Cheatle já havia renunciado.
Rowe determinou a criação de centros de comando integrados, uso constante de drones de varredura e cabines de vidro blindado em todos os comícios ao ar livre.




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